Uma noite no cinema

Pela primeira vez na vida resolvi me aventurar e fui ao cinema assistir a um filme em 3D.  Nunca tive essa curiosidade, mas devido à baixa safra de bons longas, o único interessante para mim era nessa versão.  Tudo bem, vamos lá! O máximo que pode acontecer é um enjoo, aí é só pegar a bolsa e ir embora, bem, mais ou menos: jogar fora no lixo R$50,00, o preço do ingresso para a sala VIP, é de doer. Pensando positivo, segui em frente.

Peguei um óculos na entrada e entrei na sala especial, louca por um cobertor… e um chocolatinho também, ah e uma tacinha de espumante. Afinal, é VIP, né? Mas, que nada. Nada disso. Fazia um frio siberiano lá dentro, que só fez aumentar quando me sentei na cadeira reclinável de couro. Bom, ao menos veria o filme como se estivesse na minha cama, com a diferença que ficaria toda encolhida para ver se passava o frio, porque não havia um mísero cobertor para me esquentar — diferente da sala VIP de outro cinema a que tinha ido, antes tivesse voltado lá.

Devidamente deitada, encolhida e de óculos na cara, resolvi olhar para a tela. Ótimo, metade da parte de baixo estava tampada por uma mureta, que o inteligente do engenheiro resolveu colocar ali, bem na frente das cadeiras reclináveis. Uma mente brilhante.

O cinema 3D, sem dúvida, não é o programa ideal para quem tem labirintite. Eu não sabia se olhava para as imagens ou para a legenda; começou a me dar uma confusão mental tão grande que o jeito foi abstrair a escrita e aproveitar as cenas incríveis do filme. Aliás, se tem uma coisa que me surpreendeu durante essa noite aventurada foi o filme de Scorsese, “Hugo Cabret”. Eu não sabia que era de chorar, não fui preparada para ver um menino lindo de morrer, órfão e maltratado por todos em uma estação de trem. Entrei tanto na história que até me esqueci da tontura inicial, mas não do frio e do fato de querer relaxar minha coluna escoliótica e não conseguir; afinal, fiquei mais torta do que nunca, completamente contraída na cadeira.

Acho que da próxima vez vou ficar em casa mesmo. É mais barato, confortável, não precisa de óculos e não tem gente chata do lado atendendo celular com a luz na minha cara.

 

 

3 comentários em “Uma noite no cinema

  • 24/04/2012 em 10:21
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    Rafa vc não sabe a vontade que to de me mudar para Jundiaí! Sério…… quero a casa do lado da de vcs…. convence seu amigo???

    bjsss

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  • 23/04/2012 em 14:26
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    Eh Ju, nós nao vamos ao cinema bem antes da nossa Julia por um motivo… estacionamento caro, pipoca cara, ingresso carésimo, milhares de propagandas e muita gente chata. Em casa eu pauso, rebobino, minha pipoca tem menos sal (ou mais, a gosto da visita), temos nossos 2 pugs pra nos aquecer e aqui eh HighDef e som 5.1 ehehehe Vcs ainda mudam pra jundiai 😀 abs!

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