Um dia…

Podemos imaginar qualquer coisa quando encontramos o título de um livro com este nome… “Um dia”. Quando uma amiga me indicou esta leitura de David Nichols, eu pensei em tudo, menos que seria a história de vida de duas pessoas, durante anos, sempre naquele mesmo dia: 15 de julho. Confiando no gosto literário dela, que aliás não conseguia parar de ler, comprei no meu Kindle a versão em inglês, “One Day”. Ainda sem entender muito bem do que se tratava — será que é mais um romance óbvio? — deitei confortavelmente na com o tablet em uma mão e o tradutor do Google na outra e comecei a ler.

Embarquei naquela história de um modo, que esqueci a hora completamente. Quando fui me dar conta,  já era de madrugada, e me lembrei de que o sol da manhã seguinte não tem piedade de uma leitora noturna obsessiva: chega chegando e salve-se quem puder! Mas, enfim, o negócio é que me apaixonei à primeira vista por Dexter e Emma. Eles são engraçados, espirituosos, jovens, imaturos e extremamente encantadores. Ela com sua doçura e ele com sua fanfarronice, passaram a fazer parte de todas as minhas noites. Eu lia querendo não acabar, sabe assim?

Os personagens não são um casal de namorados, ou, dependendo do ponto de vista, sim, eles são. Não vivem juntos, ou, dependendo do ponto de vista, sim, eles vivem. Amizade, paixão, amor, desejo, atração e paciência são os ingredientes mais vivos nesse romance, que nos faz rir nos vários momentos cômicos de uma Emma divertida e extremamente inteligente, e nos faz chorar com surpresas dramáticas lançadas pelo autor.

Quando acabei o livro e me deu aquela sensação de vazio — e agora, como viverei se Dex e Emm? — comecei a contagem regressiva para a estreia do filme no Brasil, marcada para o fim deste ano. Ao saber que os protagonistas seriam Anne Hathaway e Jim Sturgess, passei a desejar a versão das telonas ainda mais e assisti o trailer na internet umas vinte mil vezes.

Claro que já era de se esperar que o filme não se comparasse ao livro, tão rico em detalhes e diálogos. É sempre assim: fica difícil passar tudo o que foi escrito para uma adaptação de no máximo duas horas. Apesar de ter passagens engraçadas, o filme foi mais puxado para o drama, claro, elemento fundamental de toda a história. Confesso que senti falta de dar umas risadas como dei na versão papel. Porém, engraçado ou não, fato é que o filme é lindo, interessante, comovente, emocionante, bem dirigido e com atores que merecem prêmios por suas brilhantes atuações. Tomei um susto com a menina da cadeira ao meu lado no cinema, ela mandou um “não acredito” tão alto, que era como se estivesse sozinha na própria casa. Não vou contar a reação seguinte que ela teve para não dar uma de sem graça e entregar o fim do filme.

Leiam “Um dia” ou, então, assistam. Mas não deixem de conhecer Emma e Dexter. Eles ensinam uma grande lição de vida… ou melhor, algumas!

 

 

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