Rir de si mesmo: o melhor remédio!

Quem ainda não assistiu “Intocáveis” levanta a mão! Agora abaixa e corre o mais rápido possível para o cinema. Ninguém na vida pode deixar de assistir esse filme tão comovente, inspirador e bem-feito em todos os sentidos. A começar pelos dois atores principais, François Cluzet e Omar Sy, que simplesmente nos encantam desde a primeira cena e nos fascinam cada vez mais e mais com suas perfeitas atuações, onde um olhar ou sorriso já nos faz entender tudo.

Apesar da trágica história real de um rico francês, que fica tetraplégico depois de um acidente de parapente, a pegada do filme é toda cômica. Comédia inteligente, obviamente, sutil, irônica e negra. Não tem como não gargalhar com as divertidas tiradas do autor, diálogos geniais, que, por si só, já deveriam ganhar o Oscar. Aliás, taí, podiam criar uma categoria nova na academia: melhor texto. “Intocáveis” ganharia o próximo, fato!

O que toca nesse filme, e nos traz brutas transformações internas, é perceber que mesmo o pior dos problemas pode ser encarado de forma alegre e positiva, por incrível que pareça e por mais difícil que seja. Este foi o papel de Driss, o ex-presidiário argelino, na vida de Philippe Pozzo, o tetraplégico que lhe ofereceu a oportunidade de trabalho como seu ajudante principal. A história de amizade e companheirismo que se cria entre eles é algo comovente: dois mundos se cruzam e se completam por toda uma vida. Aliás, o briguento e marginalizado Driss, contrariando todas as expectativas, foi o anjo de Philippe na terra, lhe deu a vida de volta com seu sorriso largo e alma alegre. Ele ensinou, sem precisar ensinar literalmente, que a vida pode ser vivida e que é possível rir de verdade, inclusive e principalmente de si mesmo, por mais que tudo pareça perdido.

Uma lição para todos nós, sem dúvida alguma. Não é à toa que esse já é considerado o filme francês mais visto da história. Que possamos aprender com Driss e rir de nós mesmos, nem que seja um pouquinho, mas que seja todo dia!

 

 

 

Um comentário em “Rir de si mesmo: o melhor remédio!

  • 09/11/2012 em 10:53
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    Que showww a crônica, como sempre. Vou assistir!Bjão Júlia!

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