Querido John…

Não li o livro. Mas assisti ao filme há poucos dias, que conta a história criada pelo gênio do romance, Nicholas Sparks. Fiquei com os olhos grudados na tela o tempo inteiro, nada conseguia me distrair daquele amor maravilhoso entre Savannah e John. Resisti por um longo período de alugar o DVD na locadora, tanto que quando fui atrás já tinha virado catálogo. Não sei porque essa história de carta pouco me atraía. Até que comecei a ler “Um dia”, de David Nicholls, e me encantei com a divertida troca de cartas entre os personagens.

O querido John, e bota querido nisso, é um cara complicado, fechado, com um pai doente e uma mãe ausente. Em Savannah ele encontra a referência da alma feminina, que nunca teve na vida. A paixão arrebatadora e deliciosa entre os dois é linda de ver. E de sentir. A história não tem nada de comédia, é aquele dramalhão; com temas complicados como autismo, câncer e desencontros emocionais. Só mesmo para quem gosta, como eu.

Bom era o tempo em que ainda trocávamos cartas de amor, como eles fazem no filme, que por sinal é todo passado nos anos 2000. Hoje, com essa correria do dia a dia, até bilhetinho está difícil. A gente manda um email e olhe lá….. sem emoção, sem nada. Proponho tentarmos resgatar essa prática da escrita manual, tão prazerosa. Não sentimos mais aquele frio na barriga bom, esperando o carteiro chegar. Não escolhemos mais cartões postais com fotos espetaculares de lugares que viajamos para mandar para parentes e amigos. Não pegamos mais um papel e uma caneta para escrever. Não colecionamos mais selos.

Sempre gostei de cartas, por isso tenho ainda muitas guardadas, desde a minha infância. Raramente as leio, é verdade, mas faz bem saber que elas estão ali, no meu armário e que não se perderão facilmente.

O amor de John e Savannah é aquele de filme; espetacular, onde apenas um sorriso, um olhar, já entregam todo o jogo. É daquele tipo, que o tempo maltrata, mas não consegue apagar jamais. Durante a maior parte do tempo, apenas a lua os une e é nela que se apegam para viver este amor. Não há romantismo maior!

Foram apenas duas semanas, mas que duraram uma vida inteira, mesmo depois de uma “simples” carta mudar tudo.

Como diria o casal: I’ll see you soon

 

Você pode gostar...

4 Resultados

  1. Noga Sklar disse:

    Julia, o friozinho na barriga existe. Pior: ele foi ampliado para ser quase instantâneo e constante, experimente namorar… e casar pela internet. As cartas existem também, só que em outra mídia. No meu romance com o Alan, por exemplo, nós escrevemos em 45 dias 800 páginas apaixonadas, uma longa carta ininterrupta de amor. O resultado deu até livro, o meu romance Hierosgamos (que dura até hoje, já são sete anos, hehe). Mudam os formatos, mas o homem não muda nunca, só quem não quer não vê. Bjs!

  2. maria luiza alves disse:

    Ju, que coisa bonita de se ler. O livro e filme são igualmente ótimos, embora
    prefira sempre o livro. E qto. às cartas se vc. com essa idade já sente falta,
    imagina eu. Sabe o q. eu achava mais gostoso, o tal do friozinho na barriga de
    esperar por elas. Parabéns! Gostei muito do q. li. Bjs.

Deixe você também o seu comentário