Por que publicar na KBR NÃO é se autopublicar

por Noga Sklar, editora e CEO da KBR

Achei interessante o post da semana no Todoprosa, blog de referência literária assinado por Sérgio Rodrigues, e até pensei em postar um comentário lá, masdepois decidi que seria melhor me colocar em meu próprio espaço, por questões de clareza, facilidade de debate e disponibilidade de opinião.

Já vou logo afirmando que concordo com o Sérgio e sua premissa: se o seu objetivo é ser “literário” de verdade, você nem deve pensar em se autopublicar, e as razões estão todas lá.

Na KBR, no entanto, embora com raras exceções o autor deva se bancar, o resultado final é muito diferente do que se entende por… autopublicar, e por um motivo muito simples: existe uma proposta editorial, uma editora por trás de todo o processo, uma editora às antigas, daquelas que lê de verdade o texto completo e interfere sempre que é preciso, discutindo com o autor o passo-a-passo para o melhor resultado possível. Essa editora sou eu.

Se a gente envia ao autor uma proposta segundo a qual ele deve pagar para que seu texto seja publicado, não preciso esconder, isso se justifica apenas porque a KBR, pioneira brasileira no mercado de ebooks, PODs, uso de redes sociais e outras firulas conectadas à mais avançada tecnologia do livro, precisava começar de algum lugar. Não tínhamos capital estrangeiro, nem investidores interessados apenas em dinheiro, não tínhamos capital, ponto. Apenas o nosso capital intelectual. E quem publica conosco leva de bônus para o seu título a melhor edição que se pode pagar, isso eu posso garantir. Já fiz dezenas de testes e não consegui até hoje sequer alguém que me assistisse neste trabalho duro de editar o texto alheio; portanto, minha opção para o momento é que além de todos os compromissos normais e administrativos de uma editora, contatos de negócios e de marketing, novas ideias e conexões e tudo o mais que vai fazendo a empresa crescer “automaticamente”, gasto grande parte do meu tempo fazendo uma coisa que sei fazer e faço com prazer: editando.

O que posso dizer é que tenho me deparado com uma boa quantidade de bons livros, tramas bem elaboradas, enredos criativos ou belas expressões de algum eu universal reprimido que pouco deixam a desejar se comparados à literatura de “mercado”, e não raro a ultrapassam em qualidade, mesmo que o autor, um ilustre desconhecido até o momento em que fala com a gente, tenha seu acesso negado a editoras mais formais, ainda bem. Porque o que pouca gente sabe é que colocar seu livro com um selo de “qualidade de mercado” não quer dizer exatamente que você será bem tratado, terá liberdade de ação ou promoção suficiente para se transformar num escritor bem-sucedido, ou ainda, seu provável sonho mais dourado, sobreviver de sua atividade literária cotidiana, uma ilusão comum que sofro um pouco para desfazer, mas faço questão. Não dou incentivo à falta de informação.

Uma vez seu livro terminado, a KBR não te coloca de lado como faz a maioria das editoras onde o autor se “autopublica”, não, nada disso. Nesse momento nos mostramos como aquilo que somos realmente: uma editora de verdade. Vamos à luta, distribuímos o seu título, divulgamos onde for possível o que você escreve e ainda oferecemos um tipo inédito de terapia literária de grupo em nossa comunidade no Facebook, nossa arma secreta contra a ansiedade de todo escritor. Você tem boas chances de se mostrar num mercado ferozmente competitivo, mas, claro, terá que trabalhar, trabalhar duro. Hoje em dia o trabalho do autor não se resume a teclar num quarto fechado e escuro. Quer vender? Tem que se comunicar.

Agora, se você não quer se esforçar, nem se aprimorar, nem construir uma carreira, se pretende publicar uns poucos exemplares de seu livro apenas para parentes e amigos, a KBR não é o seu lugar. Nosso negócio é o negócio do livro: em primeiro lugar, a qualidade do texto, e em primeiro lugar, o desejo de estar no mercado, e em primeiro lugar, o projeto de se tornar um escritor respeitado e conhecido. Não à toa, temos sido figurinhas fáceis na lista de ebooks mais vendidos.

A gente vai chegar lá. E quando isso acontecer, teremos conosco uma coesa comunidade de autores e amigos.

Você chamaria isso de “autopublicar”?

 

Noga Sklar

Editor, KBR Editora digital

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