Poluição sonora, NÃO!!!

Eu realmente não sei se é velhice ou chatice. Mas a verdade é que cada dia que passa eu suporto menos os barulhos e ruídos. É a televisão alta, a marretada da obra, criança gritando, o telefone tocando, o celular apitando uma mensagem, a empregada falando com a vizinha pela varanda, o aspirador de pó ligado, a porta batendo e por aí vai… tudo junto e misturado.

Imaginem uma pessoa tonta: é assim que eu fico. A cabeça parece que esvazia, a mente fica em estado de desespero e o cérebro não processa nada, a não ser, claro, a poluição sonora à minha volta. Dá vontade de gritar bem alto:

— CHEGA! Pelo amor de Deus, vou surtar em 10, 9, 8, 7…

Mas não adianta, ninguém vai ouvir; o caos já foi instaurado. Ontem, dia de reunir a família, foi assim: os homens vendo o jogo do Fluminense x Botafogo quase no volume máximo da televisão (e comentando, óbvio); as crianças urrando pela casa (cada hora por um motivo); as mulheres conversando aos berros (tentando inutilmente ganhar do som da tv); e eu lendo a revista do Globo (ou não). Até que minha sogra me perguntou:

— Como você consegue ler com essa loucura em volta?

— Eu não consigo! Estou mal, muito mal mesmo, Ruth, você não tem ideia. Existe algum planeta que não tenha futebol?

Sendo na minha casa, dou uma de maluca, pego o controle, abaixo tudo, decreto uma lei de que criança só brinca no quarto e me enfio no banheiro para um minuto de paz. Mas dar uma de maluca na casa dos outros, o assunto fica sério, não dá! Aí,  só nos resta, na medida do possível, tentar manter a sanidade mental. Ontem consegui, mas não sei se sobrevivo ao próximo encontro.

A poluição sonora deveria ser proibida por lei. Em casa, enquanto um está lendo, o outro deveria ficar mudo. Enquanto se escreve, o telefone não poderia tocar, nem a campainha, nem o apito do email, nem a mensagem do celular. Na hora de conversar ou fazer as refeições, nada de música alta ou televisão ligada. Brinquedo infantil, só com o botão off ou sem pilha. Gritaria por causa do futebol, só bem longe de casa, de preferência lá no estádio (outro dia o vizinho quebrou a casa toda). E quanto à empregada que cisma em falar no volume 5 logo às 7 da manhã, tranque-se no quarto até as 12h00 — horário razoável para que alguém comece a emitir sons.

Será que esse mal tem cura?

 

 

Deixe você também o seu comentário