O Senhor dos Anéis

Achei muito apropriada a alcunha de “Senhor dos Anéis” dada ao nosso Rei Arthur Zenetti.

O rapazinho, de estatura baixa, assim como seu xará das lendas dos cavaleiros da Távola Redonda, foi a Londres e conquistou todos os súditos no reino de Elizabeth com sua competência, humildade e simpatia.

O ginasta é oriundo da pequena cidade de São Caetano do Sul, nos arredores de São Paulo. Esse município há poucos anos fez investimentos na área de esportes, tendo se destacado em várias modalidades, inclusive colocando seu time de futebol em destaque. Depois de pouco tempo foi agraciado e iluminado pelo ouro de um de seus filhos.

Não tenho informação sobre o volume de investimento feito em cima de nosso Arthur, mas com certeza, psicologicamente ao menos, a autoestima de seus habitantes no tocante aos esportes foi às alturas, levando o garotinho, na época, a acreditar que também podia.

Hoje retornei ao tema das Olimpíadas, pois, vendo todos os atletas mostrando ao mundo que estamos muito próximos de nossos limites físicos, sendo cada vez mais complicado bater recordes — e quando se consegue é por uma diferença ínfima —, bem, o que nos resta?

Trabalhar o cérebro: psicológica e emocionalmente. Vê-se que algumas pessoas já nascem com aptidões físicas determinantes para o esporte que podem praticar, mas há exceções, como nos mostraram duas japonesas baixinhas lutando lado a lado com as gigantes e mostrando que sempre se pode sonhar.

Os africanos são soberanos nas pistas, seus semblantes deixando transparecer durante as provas a resignação de quem não tem outra saída; resta pouco espaço para europeus, asiáticos e americanos.

Nas piscinas reinam os brancos, especialmente os americanos, que mostram o orgulho de lutar pela pátria. As modalidades de ginástica são o domínio dos asiáticos e do leste europeu, gente acostumada a seguir regras rígidas e obedecer, a maioria tendo nascido sob regime não democrático.

Os esportes em que nós, brasileiros, somos mais fortes, de modo geral mostram nossa criatividade. Devemos nos aprofundar nessa temática e estimular essa característica, pois esse é nosso diferencial; mas o essencial é implantar na mente de nossos esportistas que somos capazes, merecemos ser vencedores.

Ter coragem de ganhar: vi um ex-jogador de vôlei afirmar que alguns sabem jogar, mas não sabem vencer.

Temos uma população diversificada, com biótipos de todas as qualidades. Acredito que quatro anos são suficientes para prepararmos uma geração de campeões.  Precisamos trabalhar duro para chegar às olimpíadas do Rio com um contingente de atletas em condições de competir com as outras nações em termos de igualdade.

Vamos lá, moçada! Bora trabalhar duro, para encher nossos corações de orgulho!

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Noga Sklar

Editor, KBR Editora digital

3 comentários em “O Senhor dos Anéis

  • 13/08/2012 em 21:05
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    Quizera que a boa “vontade” de nossos políticos assegurassem o mínimo para alavancar esses “herois” e seus preparadores, que, mesmo sem condiçoes para competir em igualdade, ainda assim surpreendem o mundo. Sáo Caetano está de parabens, e vamos nos preparar para o Rio e reverter o quadro de medalhas……….

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  • 11/08/2012 em 19:58
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    Muito bom!
    Deveríamos, acredito firmemente, transpor este comportamento Honesto, Determinado para os mandatários, acredito que tem muito a aprender com estes jovens!

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