O risco de viver

Ontem assisti “O Exótico Hotel Marigold”, filme que trabalha alguns assuntos da vivência humana, como preconceito, idade, homossexualismo, vontades, pobreza, diferenças de cultura: um grupo de ingleses aposentados deixa sua vida acomodada para trás e começa uma totalmente nova, na Índia. O que mais me tocou foi a mensagem sobre os riscos que assumimos na vida. Me tocou, como sempre me toca, porque sou completamente a favor do risco, da mudança, do novo, do desafio, do “bola para frente”, do “vamo que vamo”.

A pessoa que nada arrisca, nada tem. Perde a própria vida, perde a coragem…. e, sem coragem, o que somos? Precisamos dela para sair do comum, do marasmo, começar um novo ciclo. Se será pior ou melhor é uma resposta que não temos com antecedência, é preciso se arriscar para descobrir. A angústia, o nervoso, frio na barriga, medo e insegurança, fazem parte desses riscos… isso é a vida em movimento. Se não arriscamos, não vivemos. Ficamos presos na aparentemente confortável bolha do comodismo, que só nos mata lentamente a cada dia.

Há momentos na vida em que temos que arriscar, e isso devia ser lei. O ser humano não foi feito para nascer e morrer na mesma casa, no mesmo emprego, com os mesmos pensamentos, respirando os mesmos ares. Tudo muda o tempo todo, como já dizia Lulu Santos. Precisamos aprender a deixar o vento passar, levar embora o que restou de um ciclo e abrir novos horizontes. Na hora em que a ventania chega, temos que nos segurar com força, muita força. Agarre-se no pilar mais sólido que tiver por perto e fique, espere, pense, analise, chore, ria, fale… e espere de novo. Uma hora o vendaval amansa…. e quando isso acontecer, agradeça por ele ter aparecido na sua vida.

No mínimo, trouxe movimento e crescimento interior, e isso nos devolve a coragem de que tanto precisamos para voltar a arriscar… e viver!

 

 

Um comentário em “O risco de viver

  • 03/09/2012 em 19:29
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    Na reaidade…as novas gerações parece que nascem amendrontadas… meio frageis.
    Antigamente, a gente sabia que não estamos nesta vida para “BE HAPPY”… acredito que os meios tem banalizado a forma de se viver…

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