O jeito é? Dar uma fugidinha por aí…

Acabo de voltar de um dos paraísos na terra: Búzios. Não tem como não gostar dessa cidade, banhada por praias lindas, cheia de gente linda e sempre pronta para nos receber da melhor maneira possível. Quando morava em São Paulo, nunca tinha pisado em Búzios, mas depois que me mudei para o Rio de Janeiro, tenho certeza de que é um dos meus lugares preferidos na hora de arrumar as malas para dar um fugidinha por aí.

As duas últimas semanas foram extremamente estressantes. Fiquei às voltas com espera de resultados de exames de saúde do marido, o que vamos combinar, sempre é uma agonia. Quantidade louca de trabalho, sem tempo para respirar. Cabeça a mil por hora com o lançamento do livro para novembro. Ansiedade nas alturas por causa da expectativa do momento em que seria veiculada a matéria, na qual participei, para um jornal da TV Globo (adiada algumas vezes por conta das notícias sobre os, sempre eles, traficantes de drogas e seu tiroteios infernais). Além dos imprevistos e estresses naturais do dia a dia, que por sinal está cada vez mais frenético.

Na sexta-feira passada, aliviada por todos os resultados médicos terem saído normais, pela matéria ter ido ao ar na televisão e pela capa do livro ter sido definida, não pensei duas vezes quando vi o sol aparecer, depois de dias de chuva e frio. Peguei o celular na bolsa, liguei para o meu marido e desabafei. Eu precisava de dois dias que fossem sem pensar em nada, além de descanso e diversão. Viajaríamos no sábado pela manhã. Só nós e o nosso filho, um fim de semana em família como sempre, porém diferente; fora da rotina; fora de casa; e de preferência com praia, sol e mar.

É impressionante como esses programas não planejados são os melhores! As nossas quase trinta horas em Búzios não poderiam ter sido mais perfeitas. Aliás, poderiam sim, se o vento não fosse tão frio. Mas isso não importou no final das contas. O sol estava lindo, brilhando lá no céu. Curti tudo que precisava. Me permiti. Me dei esse presente. E que presente! Passar o domingo na piscina e depois correr para comer aquela anchovinha na brasa, à beira-mar, com os pés na areia, admirando o horizonte, realmente não tem preço.

O negócio é o seguinte e isso não tem como negar: quando as coisas ficam muito pesadas, sem dar espaço para o bom, o alegre, o emocionante, o divertido, o jeito é? Dar uma fugidinha por aí…

 

2 comentários em “O jeito é? Dar uma fugidinha por aí…

  • 22/09/2011 em 23:12
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    Ainda bem que vim dar minha fugidinha por aqui… viajei no seu texto, queridona! Obrigada por esse refresco tão gostoso.

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