O futuro não somente pertence a Deus

moretiEmCanesNanni Moretti (Brunico, Itália, 18 de agosto de 1953) é um cineasta, ator e roteirista cinematográfico italiano. Cresceu em Roma, e desde a adolescência cultivou suas grandes paixões: o pólo aquático e o cinema. Suas obras inicialmente se caracterizam por uma visão em chave irônica e sarcástica dos lugares-comuns e das problemáticas do mundo juvenil de seu tempo, para depois desembocar em uma crítica social intransigente e moralista. (Fonte: Wikipedia)

Michel Piccoli (Paris, 27 de dezembro de 1925) é um ator francês. Nascido em uma família musical, sua mãe era pianista e seu pai um violinista. Casou-se três vezes, primeiro com Éléonore Hirt, depois permaneceu casado durante 11 anos com a cantora Juliette Gréco e finalmente com Ludivine Clerc. Tem uma filha de seu primeiro casamento, Anne-Cordélia. Piccoli é filho de imigrantes italianos. Após o estudo de interpretação trabalhou em muitos palcos parisienses e foi por algum tempo diretor do Théâtre Babylone. Fez parte da história do cinema com interpretações brilhantes, em filmes como “O Desprezo” (1963, de Jean-Luc Godard), “A Bela da Tarde” (1967, de Luis Buñuel) ou “A Comilança” (1973). Tornou-se o ator preferido de Claude Sautet, em “Les Choses de la vie” (“Coisas da vida”),”Max et les ferrailleurs” (“Max e os ferros-velhos”) e “Vincent, François, Paul et les autres” (“Vicente, Francisco, Paulo e os outros”), e de Luis Buñuel, com quem manteve uma longa camaradagem. Participou de seis filmes realizados pelo cineasta espanhol, entre os quais importantes obras como “Le journal d’une femme de chambre” (“O diário de uma camareira”) , “Belle de jour” (“A Bela da tarde”) e “Le Charme discret de la bourgeoisie” (“O charme discreto da burguesia”). Paralelamente, consolidou sua notoriedade no início dos anos 1960, representando papéis na televisão : “Les Joueurs” (“Os jogadores”), “Montserrat”, “Don Juan” (…) (Fonte: Wikipedia)

A grande questão desta vez é : “Como alguém pode prever um fato de grandes dimensões com dois anos de antecedência e na cena final de seu filme usar as mesmas palavras que serão ditas pelo principal personagem da realidade?”

Moretti, um diretor italiano, é o diretor desta façanha. “Após o falecimento do Papa, tem início um conclave para eleger seu sucessor. Cardeais do mundo inteiro se reúnem no Vaticano, e depois de diversas e longas votações, Melville (Michel Piccoli) é eleito e a fumaça branca anuncia a escolha aos fiéis. Enquanto todos aguardam a aparição do Santo Padre, Melville se vê em um beco sem saída, afinal, está prestes a assumir uma grande responsabilidade. O cardeal responsável pelo anúncio diz o famoso “Habemus Papam”, porém o Papa deixa o local e todos ficam sem entender o que aconteceu. O desfecho dessa história talvez não seja o esperado, porém foi o melhor a se fazer, e caso terminasse de outra forma, estaria sendo contra a crítica proposta desde o início. Mais do que criar uma polêmica, “Habemus Papam” também ajuda o espectador a refletir e entender sobre o que se passa na cabeça de um homem escolhido — contra sua própria vontade — para representar uma das entidades mais polêmicas e fechadas do mundo.” (fonte: http://www.blogovershock.com.br)

E isso nos leva a meditar sobre a possível realidade de estarmos sendo parte de um peça teatral em escala mundial, onde somos plateia e atores secundários ao mesmo tempo. Numa cena de outro filme de sucesso (“Batman Ressurge”) o chefe de polícia fala para seu auxiliar recém-promovido: “Agora que você é um detetive, não pode mais acreditar em coincidências!”

Três fatos notáveis: Bento XVI também teve um psicólogo para ajudá-lo a fazer a transição; as palavras do discurso são as mesmas e o motivo da saída também. A menos que eu esteja ficando com alguma disfunção mental, é similaridade demais na vida real.

Que papel “Habemus Papam”, com seu relato da crise emocional de um papa recém-eleito, exerce em sua filmografia? Ele criou uma batalha contra a Igreja?

MORETTI: Batalha alguma. Batalha é fazer um filme sair do papel. O Vaticano não me impôs obstáculos nem me ofereceu ajuda. Até porque eu não o procurei para isso. E as reações a “Habemus Papam” na Itália não foram tão duras como dizem. O que está na tela foge a qualquer representação clássica do Estado católico que nos acostumamos a ver no cinema muitas vezes. Não fala de segredos políticos de bastidores. Para que eu iria abordar, por exemplo, pedofilia nas igrejas se todo mundo já sabe, pelos jornais, que isso existe? “Habemus papam” é o meu Vaticano, o meu papa, o meu olhar sobre a necessidade de peregrinação de um líder religioso que resolve perambular entre o povo para se encontrar. No filme, minha preocupação foi fugir daquilo que as pessoas já esperavam. Eu não queria fazer um filme realista. Queria usar elementos realistas, como a liturgia da Igreja, as batinas, a fumaça negra, a fumaça branca e todo o resto, em um quadro de invenção. “Habemus Papam” não é um conto sobre o real. É só a história de um homem que disse “Não!”. (Fonte: http://www.punctum.ufsc.br/?p=573)

Me sinto incomodado. E se… E se existisse essa “entidade sem rosto” que nos regula, aciona e mantém em constante movimento produtivo, de forma deliberada e causal?

Faz alguns anos, conversei com um amigo, que trabalha em alguma universidade como sociólogo e pesquisador, e ele me disse que fez um levantamento anterior e posterior a fatos de enorme abrangência e efeitos no mundo social e politico, e absolutamente “todos” foram previstos em documentos, peças de teatro, romances e filmes, com detalhes específicos, difíceis de serem previstos com antecedência. Se este vídeo de “2011” não é uma previsão…. então devo estar ficando louco varrido!

A única explicação que resta é: O futuro não somente pertence a Deus!

guerra-santaCom a chegada de “Jorge” ao centro do mundo, podemos avistar mais uma guerra santa. O jesuíta argentino está mais para “cruzado” do que para pastor de ovelhas. Apesar de se fingir de humilde e consensual, é um ser extremamente radical, determinado a acabar de uma forma ou de outra com qualquer tipo de oposição. Para aqueles entre os “meus” leitores que acham que estou exagerando, aqui vai uma amostra do pensamento dele:

— Bergoglio é considerado um ortodoxo conservador em assuntos relacionados à sexualidade, se opondo firmemente ao aborto, ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e o uso de métodos contraceptivos;
— “Quem não reza ao senhor, reza ao diabo, quando não se confessa a Deus, se confessa à mundaneidade do demônio”, afirmou nessa homilia chave na qual expôs os princípios de seu pontificado: “Caminhar, Edificar, Confessar”;
— O cardeal Bergoglio atribuiu na ocasião a “uma manobra do diabo”, a uma “pretensão destrutiva do plano de Deus” a iniciativa legislativa que desgastou suas relações com a presidente Cristina Kirchner, que acabou sendo aprovada;
— “Se não rezarmos a Deus, estamos a rezar ao Diabo.”

O jornalista Horácio Verbitsky, autor de um livro sobre a Igreja chamado Silêncio, o acusa de retirar a proteção aos padres que realizavam trabalhos sociais em bairros pobres: Jalics hoje mora em um mosteiro na Alemanha e Yorio morreu há 13 anos, de ataque cardíaco. Familiares dos religiosos dão apoio à tese de Verbitsky. “A Igreja Católica escolheu uma pessoa que é cúmplice de um governo genocida”, afirma Graciela Yorio, para quem o novo papa é o autor intelectual do sequestro de seu irmão Orland.

Bem, no final isto não passa de coisas de humanos… Este vídeo conta o inicio de tudo…

Temos que suportar homens que querem controlar nossas vidas pessoais e usam o medo para conseguir seus objetivos. Este é o problema: eles podem fazer o que desejam, contanto que não tentem manipular minha vida, da mesma forma que na época da inquisição, botando fogo nas bruxas, falando de infernos e diabos! Milhares de seres inocentes acreditam e se curvam ante senhores vestidos com roupas alvas e vermelhas. Os políticos, cínicos, acudem a seus “oficios” para obter notoriedade e favores, e retornam a suas terras para continuar com seus caminhos gananciosos. Até quando vamos existir num mundo povoado por deuses e demônios?

Na realidade, esses fatos no Vaticano formam parte de uma ação desesperada para recuperar terreno na América Latina,  onde os evangélicos e outras seitas ameaçam seu poder, da mesma forma que Ignácio e sua invenção, a “Companhia de Jesus”, terão que travar mais uma batalha pelas almas do novo mundo. Pessoalmente, me desagrada a ideia de ser uma “mercadoria celestial”; será que é tão complicado dar a entender a estes novos “soldados do Senhor” que a única coisa que desejo é que me deixem em paz, e que ninguém tem minha autorização expressa para me inocular com o vírus do dogma?

Leia mais sobre esse assunto em “Sem papas na língua”.

Será estupidez temer os deuses, se eu mesmo os crio? (Sêneca)

4 comentários em “O futuro não somente pertence a Deus

  • 19/03/2013 em 19:19
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    Concordo. Na realidade … sou um agnóstico: No agnosticismo, doutrina filosófica creditada a pensadores como Immanuel Kant, David Hume, Thomas Henry Huxley e Herbert Spencer, postula-se que a compreensão dos problemas metafísicos, como a existência de Deus, é inacessível ou incognoscível ao entendimento humano na medida em que ultrapassam o método empírico de comprovação científica. Assim, o conhecimento da existência de Deus é considerado impossível para agnósticos, teístas ou ateístas.

    Agora estes abelhudos que dizem ser mensageiros de Deus…

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  • 19/03/2013 em 18:18
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    Manuel
    Não tenho dúvidas que a igreja católica e seus dogmas,estão diante de um “novo mundo’,só que Inácios e Tomás são poucos.Estudei um pouca a história das religiões,sou crítico de muitas falas e atos.Mas mineiro de uma montanha distante,ainda acredito no Divino .
    Um abraço,
    Gustavo

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  • 19/03/2013 em 07:44
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    Devemos ter uma fronteira clara e intransponível entre A divindade e as “igrejas institucionais” de qualquer tipo que sejam, corrompidas pelos homens!

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  • 18/03/2013 em 09:50
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    — ”Quem não reza ao senhor, reza ao diabo, quando não se confessa a Deus, se confessa à mundaneidade do demônio”, afirmou nessa homilia chave na qual expôs os princípios de seu pontificado: “Caminhar, Edificar, Confessar”;
    — O cardeal Bergoglio atribuiu na ocasião a “uma manobra do diabo”, a uma “pretensão destrutiva do plano de Deus” a iniciativa legislativa que desgastou suas relações com a presidente Cristina Kirchner, que acabou sendo aprovada;
    — ”Se não rezarmos a Deus, estamos a rezar ao Diabo.”

    Essas palavras são espantosas, Manuel, temos de nos lembrar dessas idiotices o tempo todo!

    Como sempre, adorei a sua cronica, bom dia, amigo. Bjs da Ro

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