O alvo certo

A gente todos os dias arruma os cabelos; por que não o coração?
Provérbio Chinês

 

Que o homem é um ser inquieto já é de conhecimento geral. Ó bichinho que não consegue parar por muito tempo, e se o faz é por fora, pois a mente corre mais que o corpo e salta por ideias mil, que vão sem limites pelo espaço imaginário.

O homem é racional, e na sua racionalidade geralmente opta pela linha de ação mais fácil, com menor gasto energético, para obter o que deseja. No entanto, é sabido que o homem age, diversas vezes, sem nexo ou explicação para tal mudança de conduta.

Como um ser que não consegue parar, ou seja, gasta energia mesmo quando não é necessário e por vezes usa essa energia vital para atividades sem explicação racional, o homem é o animal dos extremos. Tem potencial para ser bom e por vezes realiza o mal. Sem pretensão, realiza o bem quando tudo indica que vai ser mau.

Acredito que esse ser de tantas nuances está num caminhar evolutivo que tem em seu caminho a prosperidade sentimental, mental, espiritual e tantas outras. A vontade, intensificada pela ação, potencializa a rápida ascensão nos graus evolutivos.

Por isso, incito os pais a continuarem a buscar o melhor ensino, os melhores amigos, os melhores lugares e tudo o mais que a matéria pode trazer para seus filhos, mas a não esquecerem também o melhor sentimento, o melhor carinho, a melhor ação de paz, o melhor método de iluminação e o melhor ato de amor.

Para um ser que atira tão bem, e tem tanta potência, o melhor é saber para onde apontar. Ensinem seus filhos a localizar neles mesmos o alvo certo…

Uma dica: um alvo que pode mudar uma vida é o amor.

 

 

Edegerdo Hardt Junior

Edegerdo Hardt Junior nasceu em Jacareí, São Paulo, em 1974. Aos três anos foi morar em Taubaté, cidade onde vive até hoje. Descobriu o maravilhoso mundo da leitura com a mãe; no colégio descobriu a vontade latente de escrever, a que deu vazão por intermédio da poesia. Formado em advocacia, atuou profissionalmente em Taubaté por sete anos. Em 2010, com o falecimento de seu avô materno aos 100 anos de idade, ainda jornalista ativo, voltou a praticar outros gêneros de escrita que não o jurídico. Seu livro de estreia, Algo para pensar: uma aventura diária, será publicado em breve pela KBR.

Deixe você também o seu comentário