Meu filme favorito

Todo mundo tem um. O meu é “Forrest Gump”, dentre tantos maravilhosos que já vi, mas elegi esse para responder de bate-pronto caso seja entrevistada de supetão.

Considere-se que o ator acho que também posso dizer que é meu favorito, pois para mim, para ser considerado bom ator, o camarada tem que saber interpretar tipos diversos, e já vi o Tom Hanks fazendo papel de criança em corpo de adulto, de homossexual moribundo, par romântico em comédias leves, soldado durante a guerra, estrangeiro preso em aeroporto, perdido sozinho em uma ilha solitária; mas se supera nesse papel de um rapaz com inteligência limítrofe.

Seria muito fácil escorregar para a caricatura como tantos fazem, mas se manter no fio da navalha, carregando o papel com galhardia e mostrando que todos os seres humanos têm sempre várias facetas, é pra muito poucos.

Conheço algumas pessoas que se enquadrariam no perfil do personagem, e posso atestar que, como ele, trazem da infância a inocência, a sinceridade e a lealdade. Estão presos à Terra do Nunca e têm dificuldades imensas em largar de vez os brinquedos.

Não vão me interpretar mal e pensar que isso é coisa que todo o homem adulto faz, pois assim de fato é: o homem comum, na maioria das vezes, camufla muito bem seus brinquedos trocando os da infância por exemplares geralmente muito maiores; é o caso de carros, motos, aviões (pra quem pode) e por aí afora, e falam deles lhes dando a maior importância.

A única incongruência que notei na composição do personagem é, justamente, a falta de apego a algum brinquedo. Não fez falta, foi um filme magnífico, e esse deslize só serviu para torná-lo ainda mais realista.

Hoje é feriado e muitos viajaram, mas não eu e nem minha editora, portanto aqui vai a minha crônica — meio preguiçosa —, mas antes devo dizer que ao me sentar para escrever ontem, dei uma passadinha pelo Facebook e me irritei, quase cometendo uma insensatez: tinha prometido não falar sobre política por um bom tempo, mas fui provocada e quase cometi um perjúrio, mas me controlei a tempo e não mandei para publicação a já quase meia página de desaforos que tinha escrito.

Parabéns para mim.

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Noga Sklar

Editor, KBR Editora digital

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