Linguiça do Lula, potência do Brasil

A economia brasileira não está lá essas coisas, mas mantém um joguinho de cintura. Com a crise, baixamos o volume de exportações para os Estados Unidos e União Europeia, porém aumentamos as vendas para os mercados emergentes. E esse aumento não representa somente a venda de alimentos. Cheia de ginga, nossa balança comercial diversificou não só os destinos, mas também a pauta das exportações. E um produto ainda não incluído nessa nova demanda pode transformar em potência o querido Brasil: a linguiça de Formiga.

Antes de traçar detalhes sobre essa preciosa iguaria, tracemos um panorama sobre os itens vitais que temos vendido para todos os quadrantes da Terra. Temerosa dos constantes desastres naturais, a Ásia está comprando para-raios. Para as mulheres que moram em burcas, compram-se perfumes; para as mesquitas abarrotadas de maridos quilometricamente barbados, desodorizadores. E como nem Alá nem Buda proíbem doces, dá-lhe cimento para obturação dentária!

Na Oceania, o deslumbramento é pelas vassouras, rodos e escovas. Incrível como conseguimos exportar esses itens sem atender plenamente o mercado interno. Só no Planalto Central são toneladas desses produtos que não dão conta da limpeza.

Cansada das décadas de pobreza triste com ditadores e suas torneiras de ouro, a Europa Oriental quer o lado doce da vida: estão lambendo os dedos com nossos caramelos e confeitos, e limpando os dentes com nosso fio dental. Por lá, estão cansados de tetas, pelos menos das bovinas: nossas máquinas de ordenhar são um sucesso.

E a velha mãe África está investindo nos cavalos reprodutores e se embelezando com artefatos de joalheria. As crianças aprendem a escrever com nossos lápis, e todos querem se deliciar com rabo bovino, que vai congelado.  Seria mais rentável para nossa balança comercial se vendêssemos a feijoada completa: um produto com maior valor agregado pelo paio, toucinho, pé, orelha e rabo de porco. É claro que a folha de louro seria uma commodity à parte. E agora entra a emergencial questão da linguiça, embutido que abrilhanta a feijoada e fará com que a economia brasileira ultrapasse a americana e a chinesa.

No centro-oeste de Minas Gerais, existe uma cidade chamada Formiga. O nome teria vindo dos insetos que infestaram o carregamento de açúcar dos tropeiros que lá pousaram no século XVII. Entre as atividades econômicas do município, destaca-se a produção da linguiça artesanal, encontrada em diversas cidades brasileiras.

O singular sabor da iguaria conquistou brasileiros que ilustram a cultura e a política. Os escritores Raduan Nassar e Frei Betto são apaixonados declarados. O petista José Dirceu é fã ardoroso.

Em Brasília, o sucesso da Linguiça de Formiga pode ser provado nos melhores restaurantes e bares: Feitiço Mineiro, Bar Brasília, Patuá, Armazém do Ferreira, Fausto & Manuel são alguns deles. Mas o local mais formidável onde ela podia ser encontrada era o Palácio da Alvorada: lá morava seu apaixonado mais pop, Lula. Várias publicações, inclusive a revista Veja, já relataram que, após a famosa “pelada do sábado”, nunca faltavam quatro quilos do tira-gosto formiguense durante as beberagens.

Tal currículo determina que a Linguiça de Formiga seja nosso principal produto de exportação. Imaginemos containers mastodônticos com a inscrição reluzente: Linguiça do Lula. O planeta inteiro irá se lambuzar. O Obama disse que ele é o cara. A União Europeia o corteja. O mundo acha que ele é a esperança dos desvalidos. Se o Brasil é a bola da vez, a Terra quer a Linguiça do Lula.

Já provaste, Dilma?

 

 

Um comentário em “Linguiça do Lula, potência do Brasil

  • 26/07/2012 em 19:54
    Permalink

    PERFEITO !
    Até diria… “Politicamente Correto”, se esta frase não fosse um palavrão ! (duas palavras) rs rs rs

    Resposta

Deixe você também o seu comentário