Gênio: último estagio da loucura

490px-Angelo_Bronzino_003Nunca existiu uma grande inteligência sem uma veia de loucura.
Aristóteles

A loucura ou insânia é, segundo a psicologia, uma condição da mente humana caracterizada por pensamentos considerados anormais pela sociedade. É resultado de doença mental, quando não é classificada como a própria doença. A verdadeira constatação da insanidade mental de um indivíduo só pode ser feita por especialistas em psicopatologia.

Algumas visões sobre a loucura defendem que o sujeito não está doente da mente, mas pode, simplesmente, estar sendo julgado pela sociedade de uma maneira diferente. Na visão da lei civil, a insanidade revoga obrigações legais e até atos cometidos contra a sociedade civil com diagnóstico prévio de psicólogos, julgados então como insanidade mental.

A ciência transformou-se em mais um dogma. Da mesma forma que as religiões, acreditamos que ela nos vai levar a novos patamares de realização e felicidade, que é a panaceia que nos transformará nos modernos “Super-Homens”. Mais uma falácia.

Nos contaram e fizeram acreditar que os grandes gênios nas artes, ciências e diversas áreas são exemplo de humanidade, equilibro, e um sem número de “virtudes”. Nada mais longe da realidade. Pesquisando a vida dos “verdadeiros gênios”, aqueles homens que mudaram o mundo com seu trabalho, podemos constatar que foram seres atormentados, caminhando à beira do precipício da insanidade mental, e a maior parte deles despencou no abismo sem fundo!

É que é interessante para o sistema que as massas acreditem em certos paradigmas comportamentais, úteis a seus propósitos. Escolhem grandes “gênios” e pintam suas personalidades da forma que lhes é mais conveniente: é o que chamamos  “Biografias Oficiais”.

Fabricam personalidades para adornar seus países e ascendência étnica. Um exemplo clássico é o famoso Thomas Alva Edison, segundo os yankees o maior gênio no campo da eletricidade. Nada mais longe da verdade. O grande gênio nessa área foi sem dúvida alguma Nikola Tesla, que por ser um emigrante sérvio nos Estados Unidos da América não recebeu os méritos que lhe cabiam; somente hoje, muitos anos após sua morte e graças às facilidades das comunicações, que escaparam das mão da mídia oficial, descobrimos a verdade sobre o homem que nos tirou, literalmente, das trevas, e que personifica a terrível realidade de quem enxerga além dos bastidores, aqueles locais obscuros e perturbadores onde se fabrica a realidade. Da mesma forma que no mito da caverna, muitas vezes a luz pode cegar nosso entendimento: quando retornamos e tentamos contar o que existe “lá fora”, nos chamam de loucos!

NIKOLA-TESLA-DUPLA“Nikola Tesla  (Smiljan, Império Austríaco, 10 de Julho de 1856 — Nova Iorque, 7 de Janeiro de 1943) foi um inventor nos campos da engenharia mecânica e electrotécnica, de etnia sérvia, nascido na aldeia de Smiljan, Vojna Krajina, no território da atual Croácia. Era súdito do Império Austríaco por nascimento e mais tarde tornou-se um cidadão estadunidense. Tesla é muitas vezes descrito como um importante cientista e inventor da idade moderna, um homem que “espalhou luz sobre a face da Terra”. É mais conhecido pela suas muitas contribuições revolucionárias no campo do electromagnetismo no fim do século XIX e início do século XX. As patentes de Tesla e o seu trabalho teórico formam as bases dos modernos sistemas de potência eléctrica em corrente alterna (AC), incluindo os sistemas polifásicos de distribuição de energia e o motor AC, com os quais ajudou na introdução da Segunda Revolução Industrial.

Depois da sua demonstração de transmissão sem fios (rádio) em 1894 e após ser o vencedor da “Guerra das Correntes”, tornou-se largamente respeitado como um dos maiores engenheiros eletrotécnicos que trabalhavam nos EUA. Muitos dos seus primeiros trabalhos foram pioneiros na moderna engenharia eletrotécnica e muitas das suas descobertas foram importantes para desbravar o caminho para o futuro. Durante esse período, nos Estados Unidos, a fama de Tesla rivalizou com a de qualquer outro inventor ou cientista da história e cultura popular, mas devido à sua personalidade excêntrica e às suas afirmações aparentemente bizarras e inacreditáveis sobre possíveis desenvolvimentos científicos, Tesla caiu eventualmente no ostracismo e era visto como um cientista louco. Nunca tendo dado muita atenção às suas finanças, Tesla morreu empobrecido aos 86 anos.

A unidade de SI, que mede a densidade do fluxo magnético ou a indução magnética (geralmente conhecida como campo magnético “B”), o tesla, foi nomeada em sua honra (na Conférence Générale des Poids et Mesures, Paris, 1960), assim como o efeito Tesla da transmissão sem-fio de energia para aparelhos eletrônicos com energia sem fio, que Tesla demonstrou numa escala menor (lâmpadas eléctricas) já em 1893 e aspirava usar para a transmissão intercontinental de níveis industriais de energia no seu projeto inacabado da Wardenclyffe Tower.

À parte os seus trabalhos em electromagnetismo e engenharia electromecânica, Tesla contribuiu em diferentes medidas para o estabelecimento da robótica, controle remoto, radar e ciência computacional, e para a expansão da balística, física nuclear, e física teórica. Em 1943 o Supremo Tribunal dos Estados Unidos acreditou-o como sendo o inventor do rádio. Muitas das suas realizações foram usadas, com alguma controvérsia, para apoiar várias pseudociências, teorias sobre OVNIs, e as primeiras formas de ocultismo New Age.” (fonte Wikipédia)

Tesla é a personificação do gênio, além dos limites. Hoje, por exemplo, temos sistemas de desenho de projetos de máquinas e artefatos por computador, equipes de cientistas trabalham milhares de horas para terminar um projeto, um motor a gasolina, por exemplo. Nikola, desenhava e “testava” em 4D (3 dimensões mais o tempo) seus projetos, na sua mente! Ao final desse processo suas invenções eram “fabricadas” no mundo concreto, e pasmem: funcionavam perfeitamente.

Seu primeiro grande triunfo foi a produção de energia elétrica alternada em grande escala; ele inventou os geradores, linhas de transmissão e todo o sistema de distribuição de energia que nos tirou das trevas, usando as Cataratas do Niagara”. Sua obra foi “roubada” pelo famoso banqueiro americano “Morgan”, que se apropriou da invenção para “vender” eletricidade, coisa que pagamos até hoje. Tesla queria distribui-la de “graça”.

Morreu solitário, num quarto barato de hotel, falando sobre sua teoria das “Portas de Luz”, que podem fazer o homem transpor o labirinto temporal. Horas após sua morte, uma equipe do FBI invadiu o recinto e confiscou todos os documentos e anotações do cientista. Existem rumores de que muitas das armas usadas na segunda guerra e posterior emergiram dessa fonte.

O ato criativo drena as energias físicas e mentais. Podemos observar isso com frequência; após concluir suas obras, totalmente cansados e esmigalhados, alguns se recolhem a sanatórios ou casas de repouso, ou, em casos extremos, se suicidam, nunca mais retornam ao mundo “normal”. Talvez seja a pior das maldições, os deuses se vingaram quando Prometeu roubou o fogo do conhecimento e o entregou aos homens!   Confiram o vídeo “Gênio, último estágio da loucura”.

445px-Virginia_Woolf_by_George_Charles_Beresford_(1902)“Virginia Woolf (Londres, 25 de Janeiro de 1882 — Lewes, 28 de Março de 1941) foi uma escritora, ensaísta e editora britânica, conhecida como uma das mais proeminentes figuras do modernismo.

Woolf era membro do Grupo de Bloomsbury e desempenhava um papel de significância dentro da sociedade literária londrina durante o período entreguerras. Seus trabalhos mais famosos incluem os romances Mrs Dalloway (1925), Passeio ao Farol (1927) e Orlando (1928), bem como o livro-ensaio Um Quarto Só Para Si (1929), onde encontra-se a famosa citação “Uma mulher deve ter dinheiro e um quarto próprio se ela quiser escrever ficção”.

No dia 28 de Março de 1941, após ter um colapso nervoso, Virginia suicidou-se. Ela vestiu um casaco, encheu seus bolsos com pedras e entrou no Rio Ouse, afogando-se. Seu corpo só foi encontrado no dia 18 de Abril.”

Virginia Woolf, em Orlando: “Os nossos eus, esses eus de que somos feitos, sobrepostos como pratos empilhados nas mãos de um empregado de mesa, têm outros vínculos, outras simpatias, pequenas constituições e direitos próprios — chamem-lhes o que quiserem (e muitas destas coisas nem sequer têm nome) — de modo que um deles só comparece se chover, outro só numa sala de cortinados verdes, outro se Mrs. Jones não estiver presente, outro ainda se se lhe prometer um copo de vinho e assim por diante; pois cada indivíduo poderá multiplicar, a partir da sua experiência pessoal os diversos compromissos que os seus diversos eus estabelecerem consigo, e alguns são demasiado absurdos e ridículos para figurarem numa obra impressa.”

Em seu último bilhete para o marido, Leonardo Woolf, Virginia escreveu:

Querido,
Tenho certeza de estar ficando louca novamente. Sinto que não conseguiremos passar por novos tempos difíceis. E não quero revivê-los. Começo a escutar vozes e não consigo me concentrar. Portanto, estou fazendo o que me parece ser o melhor a se fazer. Você me deu muitas possibilidades de ser feliz. Você esteve presente como nenhum outro. Não creio que duas pessoas possam ser felizes convivendo com esta doença terrível. Não posso mais lutar. Sei que estarei tirando um peso de suas costas, pois, sem mim, você poderá trabalhar. E você vai, eu sei. Você vê, não consigo sequer escrever. Nem ler. Enfim, o que quero dizer é que é a você que eu devo toda minha felicidade. Você foi bom para mim, como ninguém poderia ter sido. Eu queria dizer isto — todos sabem. Se alguém pudesse me salvar, este alguém seria você. Tudo se foi para mim mas o que ficará é a certeza da sua bondade sem igual. Não posso atrapalhar sua vida. Não mais. Não acredito que duas pessoas poderiam ter sido tão felizes quanto nós fomos. V.

 

 

 

5 comentários em “Gênio: último estagio da loucura

  • 28/03/2013 em 11:26
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    A loucura de uns assusta a de outros!Frágeis criaturas somos,mais ainda aqueles que as demonstram aos outros.
    “Viver é muito perigos”.J.G.Rosa.

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  • 25/03/2013 em 10:33
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    Nao sou genio. Que bom. A unica coisa que me preocupa e’ que nao sinto mais vontade de responder aos “bons escritos” que leio no computador. Tudo me parece inutil. O que mais “agride” e’ ver que eu e todos os demais, estamos tao empenhados em nos mesmos, em nossos “feitos” em nossas “vidas”, no nosso presente, que o futuro quando tao perto do fim, parece ser o unico bem possivel. Responder ao seu comentario foi bom, quem sabe recomeco a escrever. Voce encontra o modo certo de mexer com algo dentro de nos….quse apago tudo….

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