Feliz aniversário, Albertinho

eisnteinSe há uma qualidade que admiro nas pessoas é a inteligência, e hoje prestarei minha homenagem a um dos mais significativos representantes dessa laia, bem na data de seu niver: Einstein.

De seus dotes cerebrais todos já ouviram falar, de suas excentricidades também, mas uma coisa que admiro nele é a modéstia. Nunca se viu o homem alardeando suas qualidades. Como bem dizia nosso póstumo poetinha Vinicius de Moraes: “o homem que diz sou, não é”.

Albertinho, aliás não falou até os quatro anos e pouco o fez até os nove. Com certeza estava pensando no que dizer, coisa que muita gente não costuma fazer, mas quando o fez, foi pra arrasar. Por ter uma cabeça desproporcionalmente grande, foi até cogitado algum problema de saúde no moleque. Na adolescência também não pareceu muito brilhante, pois bombou no vestibular aos dezessete anos. Daí pra frente, pegou no tranco, trazendo à luz fatos científicos de embasbacar a comunidade de físicos do século XX. Eu pessoalmente não entendo absolutamente o que ele ensinou, nem me faz falta, mas estou certa de que seus ensinamentos tiveram grande valia.

O autoelogio só desmerece quem o faz. “Eu sou inteligente, bem articulada, com grande capacidade de comunicação”: quando escutamos algo assim, o melhor é se manter calado para não incorrer no risco de ver desmoronar o ego que, com certeza, está por um fio.

Me impressiona a capacidade que alguns têm de escutar com atenção dando crédito aos que estão falando, analisar, ponderar, e aí sim, tomar decisões sem atitudes preconceituosas, no sentido lato da palavra. Conheci poucas pessoas assim e as admiro profundamente.

Os verdadeiramente inteligentes, além de não espalharem aos quatro ventos suas qualidades, pois têm consciência e certeza do que são, buscam dados e informações para embasar suas ideias, estando sempre em processo de formação, não considerando nunca que são superiores aos seus semelhantes, pois cada um tem dentro de si capacidades que lhes são inerentes — seja bondade, coleguismo, alegria, simpatia, dotes de todas as qualidades e que com certeza enriquecerão a quem se der ao trabalho de observá-las e ouvi-las.

Tenho pra mim que sempre podemos alargar nossa inteligência praticando, lendo, fazendo exercícios mentais, meditando — ô coisa difícil — e, principalmente, estando junto de pessoas de maior capacidade.

Tenho a felicidade de estar bem próxima a uma pessoa com essas qualidades que tanto admiro: inteligência e modéstia. Está sempre se questionando e achando não ser merecedora dos elogios que recebe, procurando estar sempre trabalhando mais e mais em seu aprimoramento intelectual e emocional.

Acredito já ter evoluído bastante com essa convivência, mas estou certa de que o caminho a percorrer nessa busca ainda é grande. Não sucumbirei.

Parabéns a você, Albert Einstein, seja lá onde for que você esteja gozando de seu merecido descanso.

Quanto à sua famosa foto de língua pra fora, estou certa de que não foi para nós, a humanidade em geral, mas simplesmente uma demonstração de bom humor.

 

 

 

Noga Sklar

Editor, KBR Editora digital

4 comentários em “Feliz aniversário, Albertinho

  • 18/03/2013 em 19:45
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    Existem dois tipos de inteligência e verdadeira, dos homens que deixam alguma coisa nas artes, ciências… para compartir, e os outros com a “inteligência do Rato”, que encontramos nos lugares onde a injustiça se manifesta como produto da ganância… a suprema qualidade dos ratos. Na nossa época a humildade quase sempre esta amancebada com a hipocrisia!

    Um Rato olha aos céus, com muito ciume ao ver um falcão rasgando os ares.
    Fala com desdem para um antiga arvore.
    — Olha, como ele se mostra! Não têm humildade!
    O velho Olmo, abana suas folhas, protegendo o bichinho do sol
    — Ele simplesmente está desenvolvendo sua natureza, que é voar alto…
    — Velho Olmo, insinuas por acaso, que minha natureza é fusar o lixo?
    O velho Olmo, deixo uma novem passar passar e falou:
    — Bem rato, as palavras foram tuas!

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  • 17/03/2013 em 07:40
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    Pois é, Priscila. Muitas pessoas que conheço poderiam ler esta magnífica crônica. Um pouquinho de humildade não faria mal a êles. Parabéns por mais esta aula de sensatez!

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