Essa tal felicidade…

Assisti a uma matéria interessante esses dias no jornal da manhã. Falava sobre felicidade, e que agora ela poderá ser definida por lei: uma resolução da ONU reconhece que a busca da felicidade é direito humano fundamental. Diante disso, está em discussão no Senado uma proposta de emenda à Constituição, onde o Estado tem o dever de prestar bem os serviços sociais previstos, os transformando em felicidade para a população.

Acho até legal a ideia. Aliás, seria ótimo que isso realmente acontecesse (o Estado garantindo aquilo a que o povo tem direito). Mas o fato é que felicidade é algo complexo, subjetivo, individual. Ninguém pode garantir felicidade ao outro. É uma busca interna e eterna. Claro que as pessoas que vivem em uma sociedade evoluída, que funciona, que cumpre o seu papel e dever, garantindo bons hospitais públicos, boas escolas, casas decentes, segurança e até presídios respeitáveis, têm uma grande chance de serem menos estressadas, o que já contribui bastante para o coração. Daí a concluir que isso é felicidade garantida na certa… não rola.

Gente, felicidade é inexplicável; incompreensível. Cada um sabe da sua e luta por ela. Afinal, a vida não é nada se não a busca da felicidade! Descobri a minha, graças a Deus. Quer dizer, graças a mim também. Tenho uma parcela de “culpa” aí, porque fui atrás, persisti e consegui. Ela se materializa para mim todo dia, toda hora, na forma de amor incondicional por um filho. Nada me faz mais feliz do que o sorriso, o cheiro, o olhar, a companhia dele. Há quem pense que isso não é nada perto de uma mansão, do carro mais cobiçado e de três viagens por ano à Europa. Para mim, felicidade é não precisar ser rica para ser feliz! Falando em dinheiro, eu concordo, ele traz conforto sim, bons momentos e muito prazer. Isso é certo, não tem como negar. Mas felicidade, aquela que brota do fundo da alma, ah, isso ele não compra. Ou se compra, é apenas por instantes ou no máximo alguns dias. Claro que meu lema não é “um amor e uma cabana”. Obviamente, preciso e busco sempre ter uma vida financeira estável, porque isso também é parte da minha felicidade.

Um grande amor, uma paixão, uma viagem, amigos, momentos com a família reunida, os sonhos, uma aventura, a esperança, a saúde, a vontade e o desejo, são todos formas de felicidade. Se tivermos tudo junto então, aí ela estará completa.

Ser feliz é não complicar a vida, que já é complicada por natureza. É sair com os amigos em um dia da semana para quebrar a rotina e falar besteira a noite inteira. É dançar, cantar, comer, abraçar, beijar (o fulano da esquina ou o amor da sua vida). É ver um filme comendo pipoca. Ser feliz é ter maturidade para entender que o que vale é valorizar o lado da balança onde ficam os bons momentos e que, infelizmente, não há como fugir dos maus.

O grande poeta, Carlos Drummond de Andrade, já dizia: “Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade.”

Não tem fórmula, nem método. O importante é ser feliz!

 

8 comentários em “Essa tal felicidade…

  • 09/08/2011 em 12:12
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    Ameii… Ahh,q bom vir aqui e lê esse texto tão MARA.sábias,verdadeiras e lindas palavras…a parte q fala do filho,entendo bem desssa tal felicidade rsrs…!Parabéns,vc arrasa.bjãoo,fique com Deus

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  • 08/08/2011 em 22:09
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    completando…felicidade tb é ler uma boa crônica nesse friozinho gostoso, enrolada num edredom…Parabéns! Adorei o texto!

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  • 08/08/2011 em 20:22
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    Julia. Parabéns pelo texto. Assim como eu você também é debutante nas crônicas. Espero que não estejamos fazendo feio, mas tenho certeza de que ainda vamos arrazar.

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    • 08/08/2011 em 20:44
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      Oi Priscila, muito obrigada!

      Vamos juntas nessa rsrsrsrrsrsrrsrs… acho que estamos conseguindo!

      um bjao

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  • 08/08/2011 em 18:31
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    Parabéns! Texto perfeito. Não consigo imaginar o que acrescentar. Perfeito! Disse tudo.

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