Dia de Supermercado

Há algum tempo eu venho com vontade de escrever sobre fazer compras, compras no supermercado. Parece tarefa simples, mas não é. Principalmente para quem tem o pavio curto, e bota curto nisso. Eu evito ao máximo fazer aquelas compras grandes de mês, onde preciso passar no mínimo uma hora e meia dentro do mercado. Vou empurrando com a barriga — vazia, já que começa a faltar tudo em casa — até o dia em que se torna inevitável: o dia de supermercado.

Esta semana isso aconteceu. Estava eu, como sempre, resolvendo trezentas coisas no computador, concentrada, quando a Val, que trabalha aqui em casa, entrou no escritório:

— Julia, eu sei que você odeia quando te pergunto, mas o que eu faço para o almoço? — ela me perguntou

— Ah Val, sei lá. Não me faz pergunta difícil. Não tenho ideia. Resolve aí.

— Mas, Julia, é que não tem nada mais na dispensa, nem no freezer e nem na geladeira.

— Nem HAMBURGUER? Nem NUGGETS? Nem MIOJO? Não é possível, Val.

— Tem nada, não, Julia.

Pronto. Chegou o dia fatídico. Pedi uma comida no restaurante do prédio para almoçarmos e lá fui eu fazer compras.

Bom, para começar bem o programa, é um inferno conseguir achar uma única vaga para parar o carro. E quando a gente acha, é bem coladinha na outra: uma ótima pedida para darem com a porta na lateral do seu carro e enchê-lo de mossas!

Sendo assim, já entro de mal humor. Aí começa. Logo no primeiro corredor, pessoas paradas conversando, com carrinhos imensos atravancando todo o pequeno espaço que resta. A vontade é de dar um tiro no pé. Deles, é claro. Meu marido é pior: ele tem vontade de entrar com uma metralhadora logo de uma vez. Ou com um inseticida gigante contra humanos.

Quando nós dois fazemos compras juntos então, é um terror! Passada a raiva dessas pessoas, surgem outras. As perdidas no espaço. Sim, aquelas que parecem que foram lá para passear no bosque ou flutuar na atmosfera. Simplesmente andam dois passos a cada 10 minutos, olham tudo, admiradas, perecendo estar em outro planeta. E quem está atrás  que se dane. Nessas horas, eu deixaria o revólver de lado e entraria com um trator atropelando todo mundo. Fala sério! Que nervoso que isso dá !

Tem também a hora da escolha das frutas e verduras, que, vamos combinar, é muito chato. O funcionário que não sabe dar informação. O cara da carne tá sempre de má vontade. E tem a de pegar a farinha, que eu nunca sei qual delas é para que tipo de prato. E para finalizar com chave de ouro, um infeliz gritando no nosso ouvido, pelo autofalante, várias promoções que de interessantes não têm nada!

Na fila do caixa, já exausta e irritada ao quadrado, fico ainda mais desanimada. Aquelas compras só vão durar 15 dias. Diante disso, já me decidi. Assim que ganhar na megassena, não saio mais de casa para este fim. Compras, só pela internet!

 

 

6 comentários em “Dia de Supermercado

  • 18/10/2011 em 10:58
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    Julia
    Adorei sua Crônica!Engarrafamento de carrinho no Super Mercado é a visão do inferno!
    Beijo.

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  • 17/10/2011 em 19:41
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    Ju, vem pra Jundiai q vc acalma! Aqui eh mais tranquilo, nao tem zona nem gritaria no alto falante. So nao tem praia heheheh bjo

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  • 17/10/2011 em 13:23
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    ahhhhhhh eu sabia que alguém ia falar isso rsrrsrsrs. O custo de entrega é só R$15,00, mas o valor do produtos é infinitamente mais alto. Já fiz o teste, cê acha que não? ahhahaha

    bjs

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  • 17/10/2011 em 09:13
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    Mas, Julia, querida, não precisa ganhar na megassena: as entregas do Zona Sul só custam 15 reais!

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