De boas intenções e outras veleidades

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Eu já estava pronta para embarcar nessa energia louca de festas de fim de ano que não deixa ninguém de fora — perguntei ao Alan, “querido, se todo mundo detesta isso, por que a gente não para tudo agora e dá o fora?” —, no meu caso, claro, tendo penosamente decidido tirar uns dias de folga, é, gente, estou viciada em trabalho e não vislumbro um jeito de cair fora.

Ops, me perdi na frase, que acabou ficando um “fragmento de frase”, é que estou cansada mesmo, e o Alan, como todos sabem, sofrendo como um cachorro abandonado, moral da história: estresse de executiva não combina com marido necessitado.

Alan, no caso, tem seu problema agravado por ser estrangeiro, é, oito anos de “imersão” na realidade tupiniquim e ele ainda insiste em ser um chupim, ih, era só pra rimar, mas pegou muito mal, desculpem, fui olhar no dicionário e… Nossa. Sonoterapia nimim, como diriam os mineiros.

A verdade é que Alan, pobre-coitado, que, cá pra nós, de pobre nem de coitado não tem nada, é responsável por tudo isso que está acontecendo aí. Foi por causa dele que comecei, começamos juntos a KBR, porque na época, vocês se lembram, só americanos podiam publicar na Amazon, etc. etc., e agora que a americana chegou e a KBR está bombando como sempre planejei — ah, tá bem, se fosse por falsa modéstia, eu diria: “sonhei” —, perdi o controle da minha própria vida conjugal e se tem alguma coisa que preciso mudar nesse cipoal é a atenção que devo e devoto ao meu adorado marido.

E foi por isso que decidi… bem. Lá vem história, como diz o mineiro na roda de viola, saímos de Minas faz tempo mas não perdemos esta mania de “causos”, plural majestático, sabem como é, eu e todas as pessoas que comigo convivem em minha realidade mental esquizofrênica, mas chega de preâmbulo e vamos ao que interessa, se não ninguém aguenta.

Faltou luz aqui em casa, foi isso que aconteceu. E esta simples colaboração da “providência” — eu diria “Ampla providência”, mas só quem mora no Estado do Rio entenderia a piada, então não vale a pena — me fez tomar, à luz de vela, de um velho manuscrito, arqueologia de Noga, se é que vocês me entendem. E onde eu esperava encontrar um bando de besteiras esotéricas encontrei uns conselhos bem bons pra sair deste atoleiro em que me vejo metida por excesso de batida.

Trata-se, deixem-me logo explicar e encerrar o suspense, do segundo livro que escrevi nesta vida e do qual tinha me esquecido completamente, e que encontrei soterrado sob a pilha maldita de cadernos rascunhados com os relatórios médicos da decadência de mamãe quando desfiz o apartamento dela. Na época, pasmem, eu era malhadora, meditadora, e, pasmem mais ainda, vegetariana estrita e convicta, nem leite eu tomava, nossa mãe. Pois é. O sexo me salvou, e o amor de um homem, se é que vocês me entendem.

Mas se não houvesse aquele “Manual de Sobrevivência na Selva do Alzheimer e da Depressão” eu nunca teria sequer feito o primeiro movimento que me levou a encontrar, finalmente, o Alan, e me tornar nos anos seguintes esta Noga que todos conhecem, e, espero, apreciam só um pouquinho, uma Noga que escreve, edita e goza… goza a vida plenamente, claro.

Pois não foi sempre assim. Eu estava na casa de mamãe, recém separada de meu segundo marido que eu amava muito, e ela mostrava os primeiros sinais graves da doença, era muita areia no meu caminhozinho, vamos combinar. Daí montei esse “plano de emergência” que agora neste início de ano vira livro.

Acho que pode ser útil pra muita gente. E na terceira parte, pra vasta torcida vegetariana que existe hoje em dia — na minha época éramos gatos pingados —, tem umas receitas ótimas, fáceis, todas testadas e muito gostosas, mais de 50 páginas recheadas delas, bolos, doces, massas etc. Não há nada como comer bem para levantar um coração combalido, até aí tudo bem, mas experimente fazer isso sendo ainda por cima vegetariana constrita!

É isso aí. Agora me deem licença que vou tirar os tais diazinhos de folga e paparicar o meu marido, sem quem… bem, deixa pra lá. Se eu encher muito a bola dele ele é capaz de abusar.

Agora, como estamos entrando naquele período perigoso de “resoluções de ano novo” que nunca são cumpridas, vai aí minha sugestão: comprem, leiam meu livro, levem consigo nos seus Kindles, iPads, iPhones etc. e pra cima com a viga, moçada!

Já está em pré-venda na Amazon. Compre hoje mesmo, e ele vai chegar fresquinho no seu Kindle como um beijo de melhor amigo: à meia-noite do dia 1º de janeiro de 2013, oba!

E tudo de bom procês! Ano que vem estamos aí!

 

 

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