Corinthians. Só alegria.

Como prometi a semana passada, hoje escreverei uma crônica alto astral. Só não esperava que o tema me caísse das nuvens.

Como diz uma faxineira meio doidinha lá do clube: É SÓ ALEGRIA!!!

Essa senhora, muito baixinha e gorducha, tinge os cabelos de um vermelho flamejante, os lábios sempre muito pintados de batom rubro, ruge (não é blush) e olhos também maquiados. Quanto à indumentária, acho que ela é meio tolhida, coitada, pois tem que usar uniforme de trabalho: calças e blusão de brim azul marinho. Para compensar, capricha sempre nuns complementos, como lencinhos no pescoço ou ainda qualquer coisa estranha na cabeça.

Pois é, essa pessoinha tão simples está sempre com um sorriso no rosto. Procura puxar conversa com todos, trazendo sempre palavras de encorajamento e estímulo. Num desses papos, me confessou que apesar de bem entrada em anos ainda é virgem, e não pretende sair dessa condição, da qual tanto se orgulha.

Bem, depois desse preâmbulo todo, vamos ao tema desta minha prosa de hoje. É um tema meio recorrente já que adoro esportes, tendo agora mesmo feito uma corridinha de quarenta deliciosos minutos seguida de caminhada de mais vinte, por lugares muito aprazíveis.

Há algumas semanas escrevi sobre um jogador, meio molequinho ainda, mas adorável de se ver jogar futebol. Ele faz parte do quadro de um time para o qual eu não torço, salvo exceções do tipo “agradar filho e marido”.

Pertenço à torcida mais fiel e animada do mundo: sou da nação corinthiana, gambá convicta desde o nascimento, faço parte desse bando de loucos, feliz, na maior parte do tempo. Não sou fanática, e quando outro time está representando meu país, torço para ele.

Hoje amanheci com o coração mais leve: meu timão ganhou a única taça que ainda não tinha. Foi de cabo a rabo: invicto! E ainda ganhou em cima de um dos times mais temidos do mundo, um time de argentinos tenazes e garrudos, mas nada disso adiantou.

Nossos meninos estavam enfeitiçados numa harmonia de cardume; tinham a percepção de tudo ao seu redor, e enquanto isso, a torcida, que é o bem maior, o grande patrimônio do clube, fazia uma festa à parte nas arquibancadas e na geral.

Foi dia de festa em São Paulo. Pena que eu não estava lá para participar, mas daqui de minha varanda, via os milhares de fogos de artifício pelo dia da independência americana e dediquei cada um deles ao meu timão.

Acompanhei o jogo pelas redes de compartilhamento e sites de esportes, os comentários de corinthianos e dos outros, alguns generosos, parabenizando, e outros ranzinzas, querendo sobrepujar nosso feito, dizendo que o time deles já isso e aquilo…

Não importa. O dia foi nosso, a alegria é nossa e ninguém tasca. Vão lamber suas feridas longe de nós.

VIVA O CORINTHIANS!!!!!!!!!

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Noga Sklar

Editor, KBR Editora digital

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