BBBmania

Está aberta a temporada de maior polêmica de todos os anos, ou pelo menos, dos últimos dez anos: começa amanhã a décima segunda edição do programa Big Brother Brasil, produzido pela TV Globo. As opiniões contrárias já começam aí: enquanto uns amam, e amam mesmo, outros odeiam com todas as forças possíveis. Enquanto uns torcem e contam os dias para o programa começar, outros já fazem campanha no Facebook para os chatos de plantão, ou pelo menos chatos para eles, voltarem para o obsoleto Orkut e derramarem seus comentários por lá, bem longe de suas vistas. Depois a polêmica continua, são três meses de discussão entre os viciados, que escolhem o seu “personagem” favorito e o defendem com unhas e dentes até a morte, ops… até a saída do programa.

Essa polêmica toda é hilária, como são divertidos estes três meses de BBB! Sinceramente, não me canso de acompanhar e não tenho a menor vergonha de gostar, de amar, de rir, de chorar e de torcer junto com os participantes. Muito mais do que um programinha cafona e de quinta, o BBB é um jogo psicológico, onde, se você prestar bem atenção, dá para aprender muita coisa sobre o comportamento do ser humano e do que ele é ou não capaz de fazer por dinheiro. Vez ou outra, ou até, muitas vezes, você se pega refletindo em como agiria na situação de tal participante, e isso é o mais fascinante no programa.

A intimidade que se cria com aquele que assistimos na televisão está para a intimidade que criamos com um amigo virtual, um amigo de rede social, de quem nunca ouvimos a voz, mas a quem nos apegamos mesmo assim. A diferença é que na televisão a relação é unilateral, o telespectador se apega e somente ele. Isso vicia. O BBB é uma novela da vida real; é um grupo de estudo; é uma jaula cheia de “bichos” em experiência. BBB é pura comédia da vida privada, ou nem tão privada assim. É divertido, acreditem!

Uma pessoa não é menos culta porque assiste ao Big Brother, nem menos inteligente, nem menos ocupada. Uma coisa não tem relação com a outra, não são fatores excludentes. É possível alguém ler um romance russo em alemão e também assistir ao Big Brother.

Coitado do apresentador Pedro Bial se “BBBmaníaco” fosse sinônimo de idiota! Aliás, um aviso aos que não assistem o programa nem por 1,5 milhão de reais: vocês não sabem o que estão perdendo quando o Bial aparece naquela tela para dar adeus a mais um do grupo da casa. É cada texto genial, brilhante, à altura de um dos maiores jornalistas que temos neste país. Me irrita quando escuto alguém comentar: “Coitado dele, né? Podia estar fazendo coisa muito melhor na Globo!” Que bobeira, gente, esperto é ele que apresenta o programa de maior audiência da emissora e ainda se consagra como figura fundamental para o sucesso do mesmo, dando o tom certo da comédia e da emoção.

Já estou preparada para chorar de rir, e rir de chorar. Agora, se é um programa bom ou ruim? Isso é relativo, afinal de contas, gosto não se discute. Que venha o BBB12!!!

 

 

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