Achados e Perdidos – O Final

O júri do concurso “Achados e Perdidos” teve problemas para eleger os vencedores. As opiniões foram muito divergentes e foi difícil resistir à pressão dos leitores para aceitar objetos não-concretos.  Mais do que óculos ou dentaduras, as pessoas perdem tempo, oportunidades, ilusões. Os jurados só não divergiram em um ponto: nunca mais julgarão outro concurso ou participarão de quaisquer atividades que os obriguem a se encontrarem. Mas embora a quantidade de objetos não-concretos tenha superado em muito a dos objetos concretos, regras são regras.

Houve casos suspeitos de serem concretos ou não, como o da leitora que perdeu peso, já mencionado aqui.  Idem o de quem perdeu a virgindade em uma situação, digamos, no mínimo curiosa. Na dúvida, esses casos foram desclassificados

O caso do leitor que perdeu os sapatos no cinema, grande favorito, também foi desclassificado porque um dos jurados o considerou inverossímil, e a pessoa que o relatou não respondeu aos nossos contatos telefônicos para corroborar seu testemunho.

Então, vamos aos vencedores:

Em terceiro lugar, a pessoa que achou (e, portanto, alguém perdeu) uma mala de dinheiro — pode não ser original, mas os jurados, exceto um, estão muito interessados em conhecer pessoalmente esse participante.

Em segundo lugar, empatados, dois casos semelhantes: o de quem perdeu a noiva no shopping (e até agora não achou) e o de quem perdeu a aliança de noivado (e também não achou).

E, em primeiro lugar, quase por unanimidade, o caso da leitora que foi ao supermercado e se esqueceu de colocar as compras na mala do carro. Só descobriu que tinha perdido tudo na hora de preparar o jantar. Ganhou o prêmio: um curso de treinamento de memória.

Não se esqueça de vir buscá-lo!

 

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