A ficção da vida real

Mais uma vez comprovamos que a vida real está muito longe do que assistimos nas novelas e em filmes espetaculares, embora haja um desejo da humanidade em viver uma vida de ficção.

Vejam, por exemplo, o namoro “perfeito” entre o vampiro mais cobiçado do mundo e sua amada, Bella: nas telonas e nos livros é um romance daqueles de deixar todo mundo de queixo caído e quase suplicar por um igual. Na vida real também… até o dia em que um dos protagonistas mostra ao mundo, em capa de revista famosa e tudo, que é um ser humano comum, como outro qualquer, alguém que trai, não resiste à tentação de um romance relâmpago e se joga nos braços de outro. Vejam como mesmo os amores mais ideais na ficção se tornam normais na vida real!

Longe de mim fazer apologia à traição, mas que ela faz parte do mundo em que vivemos, isso ninguém pode negar. A quase vampira, heroína, e perfeita Kristen Stewart é gente como a gente, acreditem: ela erra, é feita de carne e osso, e apesar de não parecer, ela vive uma vida real. A atitude dessa “menina” de 22 anos, que não resistiu aos encantos do diretor 19 anos mais velho, virou o escândalo da semana ao redor do globo, como se o que ela fez não fosse algo que aconteça com milhares de pessoas a cada segundo do dia.

É a velha ficção da vida real, onde todos ocultam dos outros e de si mesmos que é natural se sentir atraído por outra pessoa. Tudo bem que ter atração é uma coisa, e chegar ao ponto da traição é outra. Uma vez, um grande amigo me disse com toda a convicção do mundo, tomando um cafezinho antes de pedir a conta, que o ser humano é polígamo por natureza. Eu, na casa dos meus 20 anos, respondi na lata:

— Imagina, você é que é ninfomaníaco por natureza.

Hoje, na casa dos 30, já mais amadurecida, percebo (é só olhar em volta) que talvez ele tenha mesmo razão: é difícil se manter vidrado na mesma pessoa por anos a fio. Para que isso aconteça, o casal tem que ralar muito, não se abandonar, cuidar do corpo, da mente, da beleza interna e externa. E mesmo fazendo tudo isso, nada é garantido, a exemplo do casal Kris e Rob: são lindos, ricos, famosos, jovens, interessantes e… aconteceu! Como acontece todo dia e a toda hora.

Esse não é o primeiro casal público a romper por causa de uma traição, e nem será o último. E assim caminha a humanidade!

 

 

Um comentário em “A ficção da vida real

  • 30/07/2012 em 19:40
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    Na realidade, historicamente falando, a fidelidade é um comportamento recente.
    Os Romanos, por exemplo, no tinham ciumes de suas mulheres, eram o que chamamos hj de relacionamentos abertos, na Grécia da mesma feita. Bem antigamente as pessoas ficavam juntas, algumas vezes, após a mulher engravidar. No Brasil, o caso notório da família real, por haver sido bem documentado, o número de filhos “nobres” fora da panela, era miraculoso… Do ponto de vista antropológico o ser humano é essencialmente poligâmico. Vamos colocar lenha na fogueira…
    http://cearazimvei.blogspot.com.br/2012/04/o-homem-e-um-animal-poligamico.html
    Boa Semana 😉

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