A arte de escrever

FeatherPen-QU-11-08Escrever é, sim, uma arte onde se leva em conta criatividade, inspiração, talento e trabalho.

Pode-se, através da escrita, levar simplesmente uma informação em forma de bilhete, ou mesmo inspirar o leitor de mil formas. Digo sempre que quando se assiste a um filme, vê-se a maneira como o diretor interpreta os fatos com seus medos, amores, alegrias e tristezas; já quando se lê qualquer texto, mas acima de tudo um livro, deixamos correr solta a nossa imaginação, enxergando os sentimentos à nossa maneira. Por exemplo, no cinema, quando surge um monstro terrível, ele pode ter as cores que apavoram o diretor, mas não necessariamente aquela criatura que amedronta nossas noites. A moça mais linda pode ser morena para ele e ruiva para nós, e por aí vai.

A comunicação é exatamente a arte que distingue o ser humano das outras espécies. Há os que sabem liderar massas apenas com o dom da palavra. Outros, menos dotados, conseguem estragar um grande amor ou mesmo uma simples amizade com uma frase mal elaborada que, depois de lançada ao vento, nunca mais será capturada — pior ainda se estiver escrita, pois não se pode alegar mal-entendido ou mesmo má interpretação.

Nós, escritores, estamos sempre procurando caminhos que levem nossos leitores ao deleite, mas assim como em qualquer outra profissão, temos nossos dias mais inspirados e agradamos a muitos, enquanto noutros piores o máximo que podemos pretender é não errar muito na mão e desagradar o leitor. Às vezes isso ocorre, e o que podemos almejar é que o volume de nossa obra consiga sobrepujar essa ocorrência — volto a afirmar: assim como em quaisquer outros aspectos em nossas vidas, sejam familiares, sociais ou profissionais.

De modo geral, quando as pessoas se agradam da leitura, normalmente com temas que mais as atraiam, tendem a mandar comentários lisonjeiros, o que muito nos comove. Mas quando não se agradam, na maioria das vezes se calam, e bons entendedores percebem que temos que tomar outros rumos; mesmo as criticas construtivas, quando bem elaboradas — não as carregadas de inveja —, auxiliam muito nosso trabalho.

As vidas plenas, com trabalho, família, amigos e aspectos sociais, muitas vezes nos levam ao desleixo em alguns aspectos que oportunamente podem ser retomados sem prejuízo do todo.

Escrever é um prazer ainda maior do que ler. Colocamos nossos sentimentos mais intensos nas palavras que traduzem emoções. Meus caros leitores, é uma responsabilidade, e ao mesmo tempo uma alegria, vir todas as sextas-feiras ao meu teclado e digitar textos para que tantas pessoas compartilhem as mesmas emoções.

Vou finalizar recordando um adágio antigo, que afirma que a pena fere mais do que a espada.

 

  publicado também aqui

Noga Sklar

Editor, KBR Editora digital

12 comentários em “A arte de escrever

  • 13/01/2013 em 20:57
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    Paulo, incrível coincidência. Estamos ligados no mesmo canal. Também já li sua excelente crônica e deixei mensagem pra você.

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  • 13/01/2013 em 17:26
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    Olá Priscila,
    muito interessante sua crônica.
    A História começa a partir da escrita, a partir de se deixar Histórias da vida cotidiana para as gerações futuras. E claro. a pena também pode ferir.
    Parabéns.
    beijo grande

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  • 13/01/2013 em 11:47
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    Você não vai acreditar mas escrevi uma crônica com o mesmo título do seu – “A arte de escrever”. Quando abri meu facebook, dei de cara com a minha crônica e com o título de “A arte de cortar palavras”. Depois
    Noga me mandou um e-mail informando que tinha publicado sua crônica – ótima, por sinal, e que não poderia publicar outra com o mesmo título, razão pela qual a mudou para a frase do Drummond que encerra a crônica. Mas o importante é que no mesmo momento, duas pessoas escrevem crônicas sobre a arte de escrever, que é complicada, difícil, fatigante e algumas vezes profundamente desgastante. Parabéns pela sua.

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  • Pingback: A arte de escrever | Priscila Ferraz

  • 12/01/2013 em 20:49
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    A pena e de fato uma arma poderosa, superior a ela somente a lingua, por isto Deus deu ao homen somente uma, mesmo assim cercada por 32 dentes e selada por dois labios.

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  • 12/01/2013 em 11:38
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    Sem a escrita não poderíamos entrar em contato com nossos semelhantes do passado, o conhecimento não poderia ser acumulado em grande escala. A escrita tirou o homem das cavernas. A pesar de hoje termos os chamados “Analfabetos funcionais”. Que podem ler, porém sem entender nada, e mais no mundo globalizado temos os analfabetos do terceiro milênio, aqueles que só sabem ler e escrever sua própria língua, quando o minimo essencial seriam duas ou três.

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